Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Chamados Segundo o Seu Propósito

Pr. John Piper

(Sermão pregado em 13 de outubro de 1985)
Romanos 8:28-30
Romanos 8 é um dos capítulos mais sangrentos do Novo Testamento. Veja os versículos 35 e 36:
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: ‘Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro'”.
Porém, sobre esta violenta pintura da vida cristã, Paulo escreve a palavra ESPERANÇA com um grande pincel vermelho. Por exemplo, no verso 37, ele exclama: “Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores”. Não apenas vencedores, mas mais que vencedores! Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada não são apenas vencidos; são mais que vencidos: se tornam servos para nosso bem.
Este é o significado do aclamado versículo 28: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito”. As versões diferem um pouco aqui. A NTLH diz: “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano” . E a “Revista e Atualizada” diz: ”Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.
Para o meu estudo, estou inclinado a ler a KJV (N.T.: King James Version) como a mais fiel ao palavreado original de Paulo. Mas a diferença não é tão grande que você tenha de aceitar minha palavra para o que digo. Todas as versões significam basicamente que Deus está tão soberanamente no controle do mundo que todas as coisas que acontecem aos cristãos são ordenadas de tal forma que elas servem ao nosso bem. Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo e espada – todas trabalham juntas para o bem dos que amam a Deus.
Então a rude esperança do crente não é que nós escaparemos da angústia ou do perigo, ou fome, ou de um massacre, mas que o Deus Todo-Poderoso fará cada uma de nossas agonias um instrumento de Sua misericórdia para o nosso bem. “Vocês planejaram o mal contra mim”, José disse a seus irmãos que o tinham vendido como escravo, “mas Deus o tornou em bem”. É assim também com toda calamidade que acontece àqueles que amam a Deus. Deus a torna em bem.
Seis quarteirões a oeste daqui, na 7th Street, um alicerce está sendo escavado para um novo prédio. Uma gigante cavadeira mecanizada fica no centro do terreno, arrancando fora toda a sujeira e lançando em caminhões de lixo que a transportam para longe. Observando da borda, eu estimo que o buraco já tem 5 ou 6 andares de profundidade. O que nós podemos inferir disso? Eu deduziria que alguma coisa muito grande será assentada no terreno, já que um alicerce muito profundo está sendo cavado. Quanto maior o prédio, de maior alicerce ele precisará.
Quando se trata da arquitetura de promessas, não existe um prédio maior que Romanos 8:28. A estrutura é absolutamente assombrosa em seu tamanho. É grandiosa. É infinitamente sábio, infinitamente poderoso Deus se comprometer a fazer todas as coisas benéficas para seu povo. Não apenas coisas boas, mas coisas horríveis, como tribulação, angústia, perigo e morte. Que tijolo você colocaria no topo desta promessa arranha-céu para fazê-la mais alta? “Todas as coisas” significa todas as coisas.
Se você vive debaixo desta promessa grandiosa, sua vida é tão sólida quanto uma rocha. Nada pode levá-lo além das paredes de Romanos 8:28. Do lado de fora desta promessa tudo é confusão, ansiedade, medo, incerteza, abrigos inúteis de drogas anestésicas, o chão perigoso de planos de aposentadoria, fraquíssimas forticações de mísseis antibélicos e uma centena de substitutos para Romanos 8:28.
Uma vez que você entra pela porta da grandiosa e inabalável estrutura de Romanos 8:28, tudo muda. O que vem em sua vida é estabilidade, força e liberdade. Você simplesmente não pode ir além disso. A confiança num Deus soberano que governa para nosso bem toda a dor e todo o prazer que iremos experimentar nos dá refúgio, segurança e poder absolutamente incomparáveis em nossas vidas. Nenhuma promessa em todo mundo supera a altura, a largura e o peso de Romanos 8:28.
Conseqüentemente, a base dessa estrutura grandiosa deve ser extraordinariamente profunda e poderosa. É claro que é. E é sobre isto que nossa série de quatro semanas tratará. O versículo 29 começa com “porque”. Isto significa que a base, o alicerce, o fundamento desta grandiosa estrutura em Romanos 8:28 é o que segue. E não deveríamos nos supreender que haja uma fantástica fundação para suportar uma fantástica promessa.
Meu objetivo nestas quatro semanas é guiar você através da fundação da promessa de Romanos 8:28. Minha oração é que sua confiança nesta promessa cresça e que estabilidade, força, liberdade, esperança e alegria renovadas em sua vida sejam provas vivas para o mundo de que nosso Deus reina. A fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus. Nós lutamos para nossa fé ser cada vez mais forte. Conseqüentemente, isto nos leva a dar atenção verdadeira à Palavra de Deus.
Então, eu entendo que o versículo 28 contém uma promessa (todas as coisas cooperam para o bem) e duas descrições dos beneficiados por ela (aqueles que amam a Deus e aqueles que são chamados segundo Seu propósito). Ao descrever os beneficiados pela promessa, Paulo nos dá uma pequena prévia do profundo alicerce que ele desenvolverá nos versículos 29 e 30.
Especialmente quando ele diz que os beneficiados são os “chamados segundo o propósito de Deus”, Paulo aponta para os versos 29 e 30 mais adiante. O versículo 29 é uma explicação do “propósito de Deus” (“Porque os que conheceu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”). E o versículo 30 desenvolve as implicações do “chamados” no versículo 28 (“aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”).
Então meu plano é devotar a mensagem desta manhã a Romanos 8:28 e sua fundação resumida, e à noite me dedicarei às lições do versículo 29. Nas três semanas seguintes, manhã e noite, no versículo 30.
A questão que nós abrimos no versículo 28 é: Quem são os beneficiados por esta promessa grandiosa? Quem pode ter certeza de que todas as dores em sua vida são realmente uma sábia e boa terapia de um Deus soberano para trazer o bem?
Paulo dá duas respostas. Ou ele descreve de dois modos uma única resposta. Ele define os beneficiados da promessa primeiro pelo que eles fazem em favor de Deus, e segundo pelo que Deus fez em favor deles. Os beneficiados pela promessa são as pessoas que amam a Deus. Este é o primeiro e grande mandamento, que você ame o Senhor, seu Deus. Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam.
Então, em segundo lugar, Paulo descreve os beneficiados pela promessa como “aqueles que são chamados segundo Seu propósito”. Qual o sentido de dizer que, além de amarem ao Senhor, estas pessoas também são “chamadas segundo o propósito de Deus”? Para responder esta questão, vamos analisar duas passagens em que Paulo cita o chamado de Deus e duas em que ele refere-se ao propósito de Deus.
A pista mais próxima sobre o significado dos “chamados” no verso 28 é o verso 30, em que Paulo diz: “aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou”. O que aprendemos neste verso é que Deus justifica todo aquele que Ele chama. Ele os perdoa. Ele esquece suas dívidas. Ele os trata como retos. Eles são Seus filhos. “Aos que chamou, a estes também justificou”.
Isto significa que o chamado referido aqui não é o chamado geral que se dá a todo homem pela pregação do evangelho. Se fosse assim, todo aquele que ouvisse o evangelho seria justificado. Porque o verso 30 diz “aos que chamou, a estes também justificou”. Se todo mundo que ouve Billy Graham os chamando para Cristo pela televisão é “chamado”, no sentido de Romanos 8:30, então todos também estão justificados. Mas Paulo claramente ensina que nem todos os chamados no sentido geral são justificados. “Nós somos justificados pela fé!” (Romanos 5:1). Nem todo aquele que é chamado no sentido geral tem fé e, conseqüentemente, nem todos são justificados. Mais ainda, Paulo diz “aqueles que são chamados SÃO justificados”.
Paulo nos explica isto em 1 Coríntios 1:23-24: “ 23 Nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos, 24 mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, é sabedoria de Deus”. Observe cuidadosamente que Paulo prega Cristo para os judeus e para os gentios sem discriminação. Neste sentido, todos são chamados. Mas este não é o sentido que Paulo usa para a palavra. Ele diz que entre aqueles que ouviram o chamado geral, existem aqueles que são os “chamados”. E a diferença é que aqueles que são chamados no sentido deste trecho param de considerar Cristo como um escândalo ou loucura. Em lugar disso, eles o consideram o poder de Deus e a sabedoria de Deus. Verso 24: mas para os que são chamados, tanto judeus quanto gregos, Cristo se torna poder de Deus e sabedoria de Deus.
Portanto, Paulo ensina que, quando o evangelho é pregado, Deus chama alguns tão poderosamente que seus corações e mentes são mudados em relação a Jesus Cristo, e eles O abraçam em fé e amor. Por isso Paulo pode dizer em Romanos 8:30 que “aqueles que são chamados são justificados”, ainda que a justificação só venha pela fé – o chamado de Deus produz fé; abre os olhos dos cegos para que possam ver que Jesus é sabedoria e poder de Deus.
O chamado de Deus que Paulo tem em mente não é como chamar um cachorro: “Aqui, Rex! Aqui! Vem cá, garoto!”. Rex pode ou não vir. O chamado de Deus é como o chamado de Jesus para o cadáver de Lázaro: “Lázaro, vem para fora!”. O chamado contém o poder de produzir o que ele ordena. É um chamado eficaz. Por isso Paulo pode dizer em Romanos 8:30 que todos “que chamou, também justificou”. A certeza de sua justificação está no fato de que a fé pela qual os homens são justificados é produzida pelo chamado eficaz de Deus.
Assim, quando Romanos 8:28 diz “Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito”, isto quer dizer que os beneficiados desta promessa grandiosa são aqueles que uma vez não amavam a Deus, mas agora amam. E o fazem porque, de forma eficaz, o Deus os chamou das trevas para a luz, da descrença para fé, da morte para a vida, e plantou em seus corações amor por Ele. O chamado eficaz de Deus é o novo cumprimento completo da aliança de Deuteronômio 30:6 – “Também o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, a fim de que ames ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para que vivas”.
A razão pela qual os beneficiados de Romanos 8:28 podem ter certeza de que Deus certamente irá cumprir sua promessa a eles é que o próprio Senhor os chamou irresistivelmente para sua aliança e os capacitou para cumprí-la. Uma coisa é Deus enviar uma mala-direta endereçada “a quem possa interessar” convidando todos para o banquete em que todas as coisas cooperam para o bem. Mas outra, totalmente diferente, seria se Deus dirigisse até sua porta, caminhasse, pegasse você, lhe colocasse no carro, dirigisse até o banquete de Romanos 8:28, desse vestes de amor apropriadas para o jantar e assentasse você à destra de seu Filho. Não seria uma iniciativa pessoal de Deus, como no segundo caso, que daria uma confiança muito mais profunda de que Ele realmente pretende conquistar você com misericórdia todos os dias e fazer tudo cooperar para seu bem?
Nós negamos esta profunda e maravilhosa segurança quando não abraçamos a doutrina da soberania divina, do chamado eficaz. Há um poder que chega à vida de um cristão quando ele sabe como veio a ser beneficiado por esta promessa incomparável. E como se não fosse o bastante para nos assegurar que nos tornamos beneficiados pelo chamado eficaz de Deus, Paulo adiciona as palavras “segundo seu propósito”. Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo Seu próposito.
Qual o motivo de Paulo adicionar este complemento “segundo seu propósito”? Eu acredito que foi para tornar perfeitamente claro e certo que o chamado de Deus se origina em Seu propósito e não no nosso. O chamado de Deus não é uma resposta a algo que nós prometemos fazer. Deus tem Seus próprios propósitos, altos e sagrados, que governam aqueles que Ele chama, e Seu chamado concorda com estes propósitos, não com os nossos. Ele não dirigiu até minha porta, me pegou, e me levou ao banquete porque eu concordei com meu propósito de salvação, mas porque concordou com o dEle. Se ele estivesse esperando eu ter o propósito de ser salvo, eu ainda estaria assistindo televisão em casa.
Nós podemos ver a força desse pequeno trecho (“segundo seu propósito”) se olharmos outro lugar em Romanos onde o termo aparece, a saber, Romanos 9:11. No contexto Paulo está tentando mostrar que nem todos os israelitas são verdadeiros israelitas (versículo 6), nem todos são filhos de Abraão só porque descendem dele (v. 7) e a diferença se um é um verdadeiro israelita ou verdadeiro filho de Abraão depende do propósito e chamado de Deus, e não do homem. Observe os versos 10 a 12:
E não somente isso, mas também a Rebeca, que havia concebido de um, de Isaque, nosso pai 11 (pois não tendo os gêmeos ainda nascido, nem tendo praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama), 12 foi-lhe dito: O maior servirá o menor”.
O motivo desta passagem é ilustrar pelo exemplo de Esaú e Jacó (os filhos gêmeos de Rebeca) a natureza do chamado de Deus. Jacó e Esaú estavam no mesmo útero. Eles tinham o mesmo pai. Eles não tinham feito nada bom ou mau. E Deus concedeu seu favor a Jacó, e não a Esaú. Por quê? Por que não esperar que eles crescecem e tivessem uma chance de mostrar qual dos dois teria méritos que o fariam justo diante de Deus, para então chamar um e outro não? Porque Deus revelou sua escolha antes mesmo de eles nascerem?
Versículo 11 dá a resposta, e usa muito das palavras de Romanos 8:28. “Para que o PROPÓSITO de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que CHAMA”. O chamado incondicional de Deus é livre de quaisquer méritos humanos, é o meio pelo qual Deus mantém seu propósito eletivo. Se Ele não chamasse os homens ignorando seus méritos, mas o fizesse baseado nisto, então o propósito divino da eleição caíria por terra.
Deus seria como um candidato político procurando votos, indo de eleitor a eleitor para ver se ele poderia ser eleito Senhor. Deus proporia, mas o homem decidiria. O tamanho da base política de Deus estaria dependendo, no fim, do voto do homem. O sucesso das missões cristãs, e a possibilidade de converter toda tribo, raça, língua e nação seria definido pelo voto humano.
Mas o apóstolo Paulo nada disse de um Deus assim. Ao contrário, ele diz que Deus favoreceu a Jacó e não Esaú antes de eles nascerem para que o SEU propósito segundo a eleição permanecesse firme, não por causa de suas obras, mas somente baseado em Seu chamado – o chamado segundo Seu propósito de eleição.
O que é, então, o alicerce de Romanos 8:28? Como aqueles que amam a Deus terão certeza de que tribulação, angústia, fome, nudez, perigo, espada ou morte irão de fato cooperar para o seu bem? A resposta é que aqueles que amam a Deus também são aqueles que foram chamados por Deus, e este chamado não é baseado em algo vacilante e incerto como meu comprometimento com Deus, mas somente em seu propósito eterno de eleição; propósito pelo qual Ele me concedeu graça sem levar em conta qualquer ação minha.
Nossa confiança de que todas as amargas e felizes coisas em nossa vida irão se tornar servos do nosso bem não é baseada simplesmente no fato de que há uma promessa na Bíblia. Mas também se baseia no fato de que, desde a eternidade, Deus, em Sua grande misericórdia nos escolheu para aproveitar Seu banquete e nos deu evidência de nossa eleição por chamar-nos para termos um coração (não de pedra!) que ama a Deus.
Todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo seu propósito”.
Amém. Traduzido por: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.
Texto Original no Site do Pr. John Piper: Clique aqui.

Bethlehem Baptist Church
October 13, 1985
Evening
John Piper, Pastor

UBE - alcança meta de 4.000 blogueiros cadastrados

Fábio de Oliveira - 4.000º blogueiro


"Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde,
não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará;
se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas."


João Cruzué

A UBE - União de Blogueiros Evangélicos conquistou hoje, terça-feira, 23 de junho de 2009 a marca de 4.000 blogueiros cadastrados. "Este é o dia que fez o Senhor. Alegremo-nos e regozijemo-nos nele. Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos."

O 4.000º blogueiro afiliado da UBE é o irmão Fábio de Oliveira, gerente comercial, de Arapongas, Paraná da Congregação Cristã no Brasil. Seu site www.noretrato.com está em construção. Quem o convidou para a UBE foi o blogueiro Anderson Menger de Gravataí - RS.

Bem-vindo Irmão Fábio de Oliveira. Obrigado Anderson.

O maior objetivo da UBE tem sido semear blogs para fomentar a publicação de conteúdo cristão na WEB. Temos semeado de manhã, e à tarde não temos retirado nossa mão, porque assim diz a Palavra: "Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas." Eclesiaste.11,6.

Estamos conscientes de que a maturidade de um blogueiro não chega antes de três anos. Três anos sem desistir. Persistindo em publicar. A cada ano de publicações são muitas experiências acumuladas. Melhorias nos textos; no domínio da língua portuguesa, nos designs, layouts, em novas perspectivas.

Em tempos em que a mídia secular vem passando por uma crise financeira. Em tempos que o Supremo Tribunal Federal acaba com a Lei da Imprensa e a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista, nós temos uma boa notícia: faltam notícias da obra de Deus na WEB. Em um mundo de predomínio de notícias ruins, há muitos testemunhos lindos de fé, curas, salvação, missões, encontros com Deus que precisam ser publicados.

Por isso, neste dia, nossa mensagem para você, blogueiro afiliado a UBE é: ore. Planeje. Escreva. Conquiste o domínio mais e mais da língua portuguesa. Testemunhe. Entreviste. Escreva poemas, poesias, contos, crônicas, orações. Escreva inspirado pelo Espírito Santo. Faça de seu blog um ministério. Invista nele. Pense grande. Levante os olhos e veja os campos brancos pelo mundo afora.

Se estas ferramentas (blogs) digitais estão hoje gratuitamente disponíveis para nós é porque o Senhor quer que as usemos. É um claro sinal de que Jesus está às portas, e deseja que sua palavra esteja disponível aos quatro cantos da terra.

A UBE está aqui para ajudá-lo, incentivá-lo, encorajá-lo, desafiá-lo a ser uma bênção na Rede Mundial de Computadores - a Internet.

A Paz do Senhor Jesus Cristo

http://www.ubeblog.com/2009/06/ube-4000-blogueiros-cadastrados.html






Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

A VERDADEIRA PÁSCOA: UMA REFLEXÃO

É sempre a mesma coisa. Milhares e milhares de toneladas de chocolate. Sábado, à tarde, aquela correria. Compra-se de tudo. Até ovos amassados. O Brasil, o maior país católico do mundo, e um dos países onde o cristianismo mais cresce, ano após ano, bate o recorde no consumo de ovos de páscoa. Qual o verdadeiro significado da páscoa? Será que nossas crianças sabem o verdadeiro significado? Será que nós sabemos o que significa a Páscoa?

O Professor Irlan de Alvarenga diz em um estudo que apenas 2 (duas) entre 10 (dez) crianças sabem o verdadeiro significado da páscoa. Propagandas em Rádio e Tv ensinam nossas crianças a cantar: “Coelhinho da páscoa...” e, pasmem, coelho nem ovo bota. Isso, considerando que o Brasil é um dos maiores países cristãos do mundo, é um verdadeiro absurdo. Uma discrepância. Onde temos errado?

A forma como se comemora a páscoa atualmente, é de origem pagã, em homenagem A DEUSA ANGLO-SAXÃ EOSTRE, vejamos pesquisa abaixo, origem do site da wikipédia a enciclopédia livre:

Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos coloridos eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados.

De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora”. É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.

Posteriormente, a igreja católica acabou por a Páscoa às festividades pagãs de Ostara e absorveu muitos de seus costumes, inclusive os ovos e coelhinho da Páscoa. Podemos perceber isso pelo próprio nome da Páscoa em inglês, Easter, muito semelhante a Eostre.

Nada contra o chocolate, à exceção de diabéticos, todos nós consumimos uns chocolates, colombas, e não somos hipócritas a ponto de negarmos isso. Quem não gosta de um chocolate? Mas é preciso lembrar que a verdade maravilhosa da páscoa anda escondida, oculta, por outdoors, cartazes, etc... Talvez aí uma atuação maligna para diminuir em importância um evento tão importante. JESUS É A NOSSA PÁSCOA. O termo “páscoa” deriva da palavra hebraica “pesah”, que significa passar por cima – no sentido de relevar, pular além da marca ou passar sobre.

1Coríntios 5:7: “Expurgai o fermento velho, para que sejais nova massa, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado”.

Quando Deus ordenou ao anjo destruidor que eliminasse todo o primogênito da terra do Egito, a casa que tivesse o sinal do sangue do cordeiro não seria visitada pela morte (Êxodo 12:1-36). Então, os Judeus passaram a celebrar a páscoa, em comemoração à saída do Egito, a passagem para a liberdade. Todos os primogênitos egípcios morreram. Os hebreus foram preservados pela obediência e pela observância da ordem: Aspergir o sangue.

É necessário restaurarmos o verdadeiro significado da Páscoa e da Ceia do Senhor. Historicamente, vemos que os reis Ezequias (2Crônicas 30) e Josias (2Reis 23:21-23), restauraram em seus reinados a celebração da Páscoa, Deus se agradou e abençoou o povo. É preciso resgatar os verdadeiros significados da Páscoa e da Santa Ceia do Senhor.

A partir de Jesus Cristo, essa celebração foi substituída pela Ceia do Senhor, com o pão e o vinho, em Sua memória. Não mais para relembrarmos a saída do Egito (estado), mas para sempre nos lembrarmos da saída do egito do pecado, e da liberdade que há na sua morte e ressurreição.

Além da forma pagã de comemoração da páscoa e da Santa Ceia (com coelhos de pelúcia, ovos de chocolate), há a forma católico-romana que admite que na consagração da missa, o pão e o vinho da Ceia do Senhor se transformam realmente no corpo físico de Cristo. A isto se chama transubstanciação. Tal teoria é teologicamente infundada, e só pode persistir onde a tradição e os dogmas são superiores à palavra. Assim como Jesus Cristo disse ser a porta, e nem por isso ele se transformou em uma porta de peroba ou ferro (videira, o pão, o caminho), também o pão e o vinho não se transformaram em carne e sangue. Como os judeus, com as suas rigorosas leis dietéticas comeriam carne e beberiam sangue humano? Ser cristão seria transformar-se em antropófagos? Muitos sãos os exemplos que poderíamos citar para combater essa teoria católica.

A Ceia do Senhor, é um cerimonial instituído por Jesus Cristo (Paulo diz: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entregue...”), e sua preocupação com a preparação, demonstra a importância dessa celebração solene. Marcos 15:13-16:Enviou, pois, dois dos seus discípulos, e disse-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem levando um cântaro de água; seguí-o; e, o­nde ele entrar, dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar: o­nde está o meu aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? E ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado e pronto; aí fazei-nos os preparativos. Partindo, pois, os discípulos, foram à cidade, o­nde acharam tudo como ele lhes dissera, e prepararam a páscoa”.

Se não fosse importante ele não a instituiria. Precisamos resgatar esses valores. Onde já se viu falar em “portas abertas para a prosperidade” (e outras tantas bobagens) numa 6ª feira da paixão? Onde está o Cristo crucificado? Não se trata de santificar ou idolatrar a data no calendário, trata-se de recordarmos de o­nde éramos e o que Deus nos fez para nos tirar de lá. Devemos santificar essa data em nosso coração. Essa lembrança, contudo, não pode se restringir aos dias de Santa Ceia (ou na semana santa), ou uma vez por ano. Não. Esse sentimento deve estar diariamente em nosso coração.

Jesus poderia simplesmente dizer: Vamos comer de qualquer jeito. Vamos comer em qualquer lugar. Ali embaixo da árvore mesmo, ou, na casa de alguém de vocês. Não. Jesus Cristo desejou algo especial, um aposento especial, para uma ocasião especial. A pessoa que cedeu o lugar foi alguém escolhida especialmente para esse serviço.

É como se Jesus perguntasse: “Onde está o aposento? o­nde está o lugar no teu coração para que Eu tenha comunhão com você? o­nde?”. Deus através de Jesus Cristo quer ter intimidade conosco. Ali naquela sala, somente estavam os homens escolhidos por Jesus. Existe um lugar em seu coração para ele?

O processo de cristianização por que passa nosso país está deteriorando nosso evangelicalismo. Não podemos dizer que vivemos um processo de cristianização, que é diferente de evangelização e muito inferior ainda ao de discipulado. Vivemos um processo de banalização do Evangelho, o­nde a importância e a significação da Páscoa e a Santa Ceia do Senhor é diminuída. A encenação na cidade de Jerusalém (Norte/Nordeste) permeada por atores globais mostra atores desnudos. Até o ritual e o legalismo estão se deteriorando. Portanto, hoje, mais do que nunca, precisamos nos lembrar, de verdade, sobre o verdadeiro significado da Páscoa e da Ceia do Senhor.

Vamos nos abster, porém, do modelo católico-romano, todo ele centrado nos rituais, legalismos, formas exteriores. Ir à missa salva. Casar na Igreja salva. Confessar os pecados ao padre salva. Batizar o filho salva. Fazer a Primeira Comunhão Salva. São os famosos sacramentos. Não! É difícil trilhar a linha do equilíbrio. Mas nem por isso devemos abandonar esse ideal.

PRECISAMOS RESGATAR A FORMA BÍBLICA DE CELEBRAR A PÁSCOA E A SANTA CEIA DO SENHOR.

Nesse contexto, de tão rápidas mudanças, de banalização do cristianismo, cremos que as celebrações cristãs que mais representam o verdadeiro significado do cristianismo são a Páscoa e a Santa Ceia do Senhor. Nelas encontramos elementos que resumem o que verdadeiramente significa ser cristão no mundo de hoje. Sem a páscoa cristã, não teríamos nenhuma boa notícia para contar a ninguém.

A forma bíblica, portanto correta, de celebrar a PÁSCOA CRISTÃ, e a SANTA CEIA DO SENHOR, é a sintetizada por Paulo em: 1Coríntios 11:23-30: “Porque recebi do Senhor o que também vos entreguei: porque o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou pão; e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem”.

Assim, temos que a Santa Ceia do Senhor é a Verdadeira Celebração da Páscoa. Toda a vez que comemos do pão e bebemos do cálice, celebramos a Páscoa que é JESUS CRISTO. Existe, portanto, fatores que devemos considerar sempre que participamos da Santa Ceia do Senhor.

Precisamos considerar que: A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA É UM MEMORIAL. APONTA PARA O PASSADO. Memorial (anamnesis), aquilo que faz lembrar.

1Coríntios 11:24: “e, havendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é por vós; fazei isto em memória de mim”.

Os judeus comemoravam em lembrança à saída do Egito. Do estado de escravidão. Lembravam que outrora eram escravos. Recordavam-se do dia em que mataram o novilho, comeram pães ázimos, presenciaram a dor dos egípcios, e, finalmente, foram libertos rumo à terra prometida. O sacrifício foi associado ao livramento. Sim, eles tinham o que lembrar, comemorar! E nós, temos o que lembrar? Temos o que comemorar? Mais do que simplesmente lembrar, a Celebração da Santa Ceia do Senhor, há que nos fazer refletir. Não podemos nos esquecer que saímos do Egito do pecado. De uma vida sem perspectiva, sem alento. Nascemos escravos e morreríamos escravos, e isso somente não aconteceu em face da morte vicária de Jesus Cristo na Cruz do Calvário. É preciso refletir.

Precisamos considerar que: A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA SIGNIFICA:

...PROTEÇÃO: Sobre a proteção que desfrutamos diante dos poderes demoníacos, graças à libertação conquistada na cruz do calvário por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Através do Sangue de Jesus Cristo.

...LIBERDADE: A escravidão é algo horrendo. Escravos das drogas. Escravos da prostituição. Escravos da mentira. Escravos da inveja. Escravos. A liberdade é a mais preciosa de todas as possessões humanas. As forças do Egito das trevas escravizam. O Sangue de Jesus Cristo liberta.


...SUBSTITUIÇÃO. Ele não tinha pecado, mas se fez pecado por nós, entregou a sua vida, para que através de sua morte, muitos tivessem vida. Ele pagou o preço por nós. No novo pacto (testamento), precisamos nos apresentar com fé, eis que não somos capazes de cumprir a lei. Por isso ele nos substituiu.

Romanos 3:25: “ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos”.


Muitos não entendem a questão da substituição. Talvez acham que não tem tanto pecado assim. De certa forma se acham, portanto, Jesus Cristo pode ter morrido pelo vizinho da direita, ou da esquerda. Mas não. Foi por mim. Foi por mim! É mais fácil aceitar a substituição com relação aos outros do que a nós mesmos.


...GRAÇA: Favor Imerecido. O passado foi anulado. A escritura da dívida foi rasgada. Um recomeço glorioso foi iniciado na terra prometida, a Canaã Celestial. Cristo que é a Nossa Páscoa também é a nossa expiação. Isso tudo aconteceu sem qualquer merecimento de nossa parte. Foi estabelecido um novo pacto. 1Coríntios 11:25: “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue”. Isto quer dizer que o sacrifício não precisa ser renovado. Foi realizado única vez, para sempre. Pacto não selado com sangue de animal, mas com o sangue de Jesus Cristo.

...EXPIAÇÃO: Através do sacrifício de Cristo, ocorreu a expiação dos nossos pecados. Expiação significa desviar o castigo, especialmente a ira divina. 2Coríntios 5:19: “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo”.

Comemorar a páscoa, celebrar a Santa Ceia do Senhor, é lembrar todo o ministério de Cristo e a posição que ocupamos e que deveríamos ocupar no Reino daquele que nos resgatou das trevas para a sua maravilhosa luz. Não nos cabe mais questionar porque fomos salvos (por causa do seu grande amor, é lógico), mas para que fomos salvos! Também não nos cabe nenhuma outra participação, a não ser responder com arrependimento, com fé e com o viver altruísta.

...A OBRA DE CRISTO: Jesus Cristo não foi um Mártir: Mateus 27-50: ”De novo bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito”.

João 10:17-18: “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho autoridade para a dar, e tenho autoridade para retomá-la. Este mandamento recebi de meu Pai”.

Muitas religiões têm os seus mártires, mas a morte de Jesus Cristo não foi de um mártir. Mártir é aquele cuja morte é imposta de modo irreversível por religiosos, autoridades e indivíduos de crenças opostas e de intolerantes. Jesus sempre correu risco de vida, mas somente morreu quando entregou a sua vida. O mártir só escapa da morte se voltar atrás e negar a sua fé, nem que seja no último instante da vida. Foi de um Salvador. A Sua morte salva os homens de seus pecados. Cristo tomou o lugar deles e sofreu a morte deles. O mártir não se dá à morte. O mártir é pego à força. Jesus Cristo se entregou. O Sacrifício não é à força. O sacrifício aceitável é espontâneo.

Precisamos considerar que: A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA APONTA PARA MISSÃO

1Coríntios 11:26: “Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice estareis anunciando a morte do Senhor, até que ele venha”.

Anunciar a Morte. É nossa responsabilidade, além de lembrar de o­nde saímos, resgatar a outros. Páscoa sem serviço, não é páscoa. Evangelho é serviço. Fomos salvos para que? Para Servir, para anunciar. Se o Filho do Homem veio para servir, porque eu não sirvo? Eu preciso servir.
Anunciar a morte é anunciar o fim do cativeiro. É anunciar a libertação aos cativos. O KERIGMA: EIS O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO.

Ensinar os Valores do Reino:

Mateus 16:18-20: ”E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

Não podemos nos contentar em ensinar apenas uma parte da verdade, por que apenas uma parte da verdade torna a outra metade mentira. Jesus Cristo mandou ensinar todas as coisas. O sermão do monte. A lei do amor. A lei do perdão. A lei do serviço. Não somente o evangelho da prosperidade; O Evangelho da cura das enfermidades; O Evangelho da solução dos problemas; O Evangelho da Batalha Espiritual, mas também o evangelho da santidade e da responsabilidade. Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras. A fé sem obras é morta.

A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA APONTA PARA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO:

A cidade de Corinto era uma Cidade globalizada, assim como a cidade de São Paulo. Pessoas das mais diversas cidades do mundo até então conhecido habitavam em Corinto. Lá trabalhavam, ganhavam a sua vida, de se divertiam, e pecavam. Pecavam muito.

Agape: Era uma refeição completa, em que os irmãos da igreja levavam seus alimentos. Pobres e ricos. Escravos e livres. Todos desfrutavam de uma só mesa. Mas não era uma maravilha. Existiam problemas, que o Apóstolo Paulo queria corrigir. Uns não esperavam pelos outros, de modo que não havia comunhão ao partir do pão. Aqueles que chegavam mais tarde, como os escravos, por exemplo, comiam apenas o que traziam, ou o que podiam trazer. Os ricos, por sua vez, comiam sua comida bem rápido. Fartavam-se e se embriagavam.

1Coríntios 11:28-30: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice. Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se não discernir o corpo do Senhor. Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem”.

A mudança de comportamento é algo pessoal, à partir de um exame pessoal e particular. É um exame particular; intrínseco; de consciência. Examinar-se é como provar metais pelo fogo. É descobrir nossas volições, nossas motivações. Participar da ceia do Senhor, sem um auto-exame é participar indignamente. O Auto-Exame visa EXPURGAR O FERMENTOVELHO.

1Coríntios 5:7: “Expurgai o fermento velho, para que sejais nova massa, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado”.

Paulo chama aqui atenção à necessidade de aperfeiçoamento. Paulo critica a aquiescência com a situação. Acomodação espiritual.
Basta um pouco de fermento para levedar toda a massa (Gálatas 5:9). Não podemos confundir graça com malemolência. Não podemos deixar confrontar nossa vida com a vida de Cristo. Nosso modelo é ele, e apenas ele.
À medida que nos achegamos mais perto de Deus, através de Jesus Cristo, vamos tendo a noção exata da distância que estamos dele. Quanto mais distante estamos, menos nos enxergamos. Alguém, aqui se veste num quarto escuro?
Fermento velho, costumes antigos. Ouço dizer que...”Aceitei a Jesus e não precisei mudar em nada minha vida...”. Tal afirmação não encontra respaldo na bíblia. Todos que se encontraram com Jesus tiveram suas vidas mudadas, modificadas. Fermento é símbolo da maldade, malícia e impiedade. É a influência penetrante do pecado, quer do diabo, da religião falsa, da política maliciosa ou dos homens em geral. É indicado para indicar as obras da carne, doutrina falsa. Era usado para indicar um desejo pervertido.


A Igreja não é uma massa remendada. É massa nova. Cristo Jesus, através de sua morte na cruz, pôs fora o fermento velho, portanto, devemos nos esforçar para nos mantermos livre. Os judeus lembravam esse fato, a saída do Egito, e durante 7 (sete) dias não comiam fermento. A páscoa, portanto, lembrava a solene luta para se livrar de todo o fermento velho.

Precisamos, pois, nos livrar do fermento da mentira, da inveja, da malícia. A bíblia nos diz que os mandamentos de Deus são leves, fáceis de seguir. Não temos problemas com os grandes pecados, mas sim com os pequenos. Não podemos nos contentar. Devemos buscar a santificação pessoal. A graça de Deus não pode nos levar a uma vida cristã irresponsável. o­nde eu não entro com nada. Deus é responsável por tudo. Precisamos mudar de hábito. O grande mau dos coríntios é que eles achavam que havia pouca ou nenhuma coisa errada com eles.

A Ceia do Senhor não é uma Refeição Qualquer: 1Coríntios 11:29-30: “29 Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação se não discernir o corpo do Senhor. 30 Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos que dormem”.

Não sendo uma refeição qualquer não podemos comê-la de qualquer jeito. A participação do cálice e do pão, não visa matar a fome física, antes visa nos conscientizar de quem somos e para o­nde vamos.


Por isso é preciso discernimento. Eu faço parte do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Essa refeição, esse ato de comer o pão e beber o vinho, está reafirmando essa condição de minha parte para com o mundo. Eu participo. Tenho responsabilidade. Quero cumprir a missão que Deus preparou para mim. Desejo estar no centro da vontade de Deus.

Danos espirituais. A falta de discernimento traz doenças espirituais, e doenças físicas. Viramos refém de satanás. Não podemos manter uma atitude imprópria para um ofício solene. Não se trata simplesmente de passar mal do fígado ou do estômago. Paulo aqui estava se referindo a castigo provindo da irreverência; da desobediência e da falta de amor. Nada Como Um Dia Após o Outro. Como disse no início, a Páscoa Aponta Para o Passado, Para o Presente, e Para o Futuro.

A Páscoa veio a confirmar todo o ministério terreno de Jesus, demonstrando que ele era verdadeiro. Não haveria domingo se não houvesse o sábado, se não houvesse a sexta, se não houvesse a quinta. Nada Como Um Dia Após o Outro. Quinta Feira (que noite). Doze homens comendo e bebendo com o Mestre. Um o traiu. Vendeu-o por 30 moedas de prata (o valor de um escravo). Jesus lava aos pés dos discípulos, anuncia a sua morte. Assume o compromisso de enviar outro consolador. Levanta os olhos aos céus e ora ao pai, não somente pelos seus discípulos, mas por todos os que vierem a crer nele. Vai ao Jardim das Oliveiras orar. Pedro, Tiago e João dormem. Jesus pede que, se possível o Pai passe dele aquele cálice. Os anjos o confortam. Ele sua gotas de sangue, tal era o sofrimento. Finalmente, Jesus é preso. Pedro corta a orelha de Malco. Perante Anás e Caifás, Herodes, Pilatos, Jesus é cuspido, torturado, vilipendiado. Pedro o nega 3 (três) vezes, o galo canta. Sim, foi no início dessa noite que nasceu a mais solene cerimônia do cristianismo. “O Senhor Jesus na noite em que foi traído, tomou o pão...”. Nada Como Um Dia Após o Outro Sexta-Feira (Que Dia).Jesus julgado e condenado, Barrabás é libertado; Judas se suicida suas vísceras podiam ser vistas lá embaixo no penhasco. Jesus, torturado, crucificado, entrega a sua vida, segue-se escuridão, o véu do Templo se abre de cima abaixo. Santos mortos ressuscitam, os discípulos se escondem de medo. José de Arimatéia consegue a liberação do corpo de Jesus, e o deposita num sepulcro. Sábado (mais um dia): Guardas ficam à porta para impedir que o corpo de Jesus seja roubado. Os Discípulos estão dispersos, com medo, escondidos; Mas ele já não estava lá, fora pregar aos espíritos na prisão, conforme Pedro diz. Domingo (de Páscoa). Jesus Ressuscitou. O Sonho não acabou. Jesus Vive. John Lenon morreu, pouco se fala nele. Os Beatles não são mais famosos que Jesus Cristo. Jesus Cristo continua vivo. O sonho dos Beatles acabou, o nosso não! Porque Ele Vive, posso crer no Amanhã. Porque Ele Vive, Pedro não vive uma vida de remorso por ter negado ao Mestre; Porque Ele Vive, ele pode perguntar a Pedro Tu me Amas. Apascenta as minhas ovelhas. Em sua mente, não o olhar do cordeiro amassado, pisado, moído por nossas transgressões, mas o Cristo Ressuscitado; Porque Ele Vive, a mulher que se viu livre do apedrejamento acha que vale a pena se esforçar para levar uma vida sem pecar mais; Porque Ele Vive, João, a voz de trovão, se torna o Apóstolo do Amor, escreve o 4º Evangelho, as Cartas e o Livro do Apocalipse; Porque Ele Vive, a pregação de João Batista, a voz que clamou no deserto não clamou em vão!; Porque Ele Vive, se encontrou com Saulo no caminho de Damasco, e transformou o perseguidor no perseguido Paulo e maior teólogo de todos os Tempos; Porque Ele Vive, os evangelhos foram escritos, em continuação ao Velho Testamento, as profecias se cumpriram, Ele é o Alpha e o Omega;
Porque Ele Vive, posso dizer, nada como um dia após o outro. Meus Jesus morreu, mas ressuscitou, e está nos céus ao lado do Pai, intercedendo por nós;
Porque Ele Vive, posso crer no Amanhã. Quando meu corpo baixar à sepultura, lá nos céus serei recebido por meu mestre, e viverei para sempre ao seu lado,para o­nde ele estiver eu esteja também; Porque Ele Vive, o cristianismo não é apenas mais um dos ismos existentes por aí. É uma religião viva. Porque Ele Vive, estamos reunidos aqui hoje, não para comermos bacalhau, ovos de páscoa, mas participarmos do seu corpo e do seu sangue;
Porque Ele Vive, eu me examino a mim mesmo, porque desejo agradar a meu Mestre, que morreu e ressuscitou, para que eu, por sua morte, morresse para o pecado, e por sua ressurreição ressurgisse para uma nova vida; Porque Ele Vive, posso dizer o­nde está morte a tua vitória; Porque Ele Vive, devo dizer Não sou mais eu quem vivo, mas Cristo vive em mim. O Significado Real da Páscoa e da Santa Ceia: Páscoa Significa Perdão; Páscoa Significa Arrependimento; Páscoa Significa Salvação; Páscoa Significa Gratidão; Páscoa Significa Comunhão; Páscoa Significa Compromisso; Páscoa Significa Santificação; Páscoa Significa Serviço; Acredito que é o momento de se fazer uma reflexão: O que tem significado a páscoa e a santa ceia para você?
Há algo de que você precise se conscientizar? Há algo de que você precise se arrepender? Examine-se a si mesmo! A Santa Ceia é muito mais que o pão e o vinho. A Santa Ceia é um compromisso. Você deseja renovar seu compromisso com Deus! Deus não precisa renovar com você, por que o dele é eterno! Não coma indignamente! Não se satisfaça com o que você é hoje!
Faça por amor! Assim como o marido procura satisfazer as necessidades e gostos da esposa, devemos procurar satisfazer as espectativas de Deus para conosco. Você ainda não confessou a Jesus como Senhor? Você quer nesta data participar de sua morte e de sua vida?

Bibliografia:

Enciclopédia de Bíblia e Teologia e Filosofia – Champlin ;

Enciclopédia Histórico-Teológica – Vida Nova A Cruz de Cristo – John Stott Revista Ultimato – março-abril/2000

1Coríntios – Introdução - Com. – Mundo Cristão